Imersão em São Paulo coloca estudantes em contato com áreas como moda, portfólio e storytelling com IA
Escolher uma carreira em design nem sempre começa pela técnica, mas pela dúvida: por onde começar?
Foi a partir dessa questão que a ESPM realizou, em São Paulo, mais uma edição do Design Jam — uma imersão prática de curta duração que permite aos participantes experimentar diferentes possibilidades dentro do campo do design antes de tomar uma decisão profissional.
Ao longo de uma tarde, estudantes vivenciaram atividades inspiradas no cotidiano do mercado criativo. A proposta não foi formar especialistas em poucas horas, mas oferecer um primeiro contato estruturado com a prática do design.
Como funciona o Design Jam da ESPM
O evento teve início às 14h, na sala Civita, com abertura conduzida pela professora Carol, seguida por uma dinâmica de integração liderada por Gisella.
Esse momento inicial cumpriu um papel importante:
preparar os participantes para uma rotina baseada em colaboração, troca e tomada de decisão — elementos centrais da prática profissional em design.
Na sequência, um intervalo no Creative Lab reuniu professores e convidados em um ambiente mais reservado de interação, antes do início das atividades principais.
A partir das 15h, os estudantes seguiram para as oficinas.
Quais áreas de design despertam mais interesse hoje
Todos estudantes participaram das oficinas, e a distribuição das escolhas revela tendências importantes sobre o momento de quem está considerando a carreira em design. Houve uma concentração clara nas oficinas Fashion Self e Portfólios Design ESPM, que juntas representaram 73,7% das escolhas, indicando um interesse predominante por temas ligados à identidade e ao posicionamento — tanto visual quanto profissional. Esse dado sugere que, antes mesmo de dominar ferramentas, muitos estudantes buscam entender como se apresentar e se inserir no mercado.
A oficina de IA para Roteirização e Storytelling também atraiu atenção, evidenciando um interesse emergente por tecnologias aplicadas ao processo criativo. Já a proposta de Logo Pessoal levou jovens com preferência por abordagens mais amplas e contextualizadas, sobre decisão e perfomances pessoais. Isso reflete um perfil de interesse voltado menos à especialização imediata e mais à exploração de caminhos e possibilidades dentro do design — especialmente aqueles conectados à construção de identidade e trajetória profissional.
Aprender design na prática: uma experiência de experimentação
As oficinas foram estruturadas como sprints criativos, com tempo limitado e foco na experimentação. Ao longo das atividades, o aprendizado se deu de forma direta, a partir de tentativas, ajustes sucessivos e orientação próxima dos professores, combinadas com a troca constante entre os participantes. Nesse contexto, mais do que atingir um resultado final refinado, o processo ganha centralidade, permitindo que cada estudante vivencie, ainda que de forma introdutória, aspectos reais da prática profissional. Esse modelo contribui para responder a uma questão fundamental para quem está em fase de escolha: se aquele tipo de atividade faz sentido no cotidiano.

Pitch final: organizando a experiência
No encerramento, os grupos retornaram à sala Civita para apresentar uma síntese do que foi desenvolvido ao longo das oficinas. Cada trilha indicou um representante para conduzir um pitch final, que funcionou como um momento de organização dos aprendizados, além de possibilitar o contato com experiências de outras áreas. A etapa não teve caráter avaliativo, mas sim de consolidação da vivência, permitindo que os participantes articulassem o que foi produzido e refletissem sobre diferentes caminhos possíveis dentro do design.
Conclusão: um primeiro passo antes da escolha
O Design Jam não se propõe a formar designers — e é justamente isso que fortalece sua proposta. Ao oferecer uma vivência prática e acessível, o evento permite que estudantes explorem diferentes possibilidades, experimentem caminhos e compreendam melhor o que o design envolve no dia a dia.

Em um campo amplo e diverso, essa experiência inicial ajuda a transformar dúvidas em percepções concretas, contribuindo para uma escolha mais consciente e alinhada com os interesses de cada participante.
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