O professor Charlley Luz publicou o capítulo “Inteligência Artificial Generativa Aplicada ao UX Discovery”, no livro Ciências Humanas e Sociais: Perspectivas Interdisciplinares – Volume 12, da editora universitária Poisson, de Minas Gerais, na qual analisa como a Inteligência Artificial Generativa está transformando as etapas iniciais do desenvolvimento de produtos digitais. A publicação apresenta reflexões sobre o uso dos Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) em atividades de pesquisa, concepção e prototipação, destacando oportunidades, desafios e limites dessa nova realidade tecnológica.
No capítulo, o autor discute como ferramentas baseadas em IA podem acelerar significativamente o processo de UX Discovery, etapa estratégica voltada à compreensão de usuários, necessidades e contextos de uso. Segundo o estudo, atividades tradicionalmente realizadas em semanas, como criação de personas, jornadas do usuário e wireframes, podem ser apoiadas por sistemas generativos capazes de produzir artefatos preliminares em poucas horas.
Novas formas de fazer UX
Outro tema de destaque é o conceito de etnografia sintética, que utiliza modelos de IA para gerar hipóteses sobre perfis de usuários e possíveis jornadas de interação. O professor enfatiza, entretanto, que essas simulações devem ser utilizadas apenas como instrumentos exploratórios, reforçando que a pesquisa com usuários reais continua sendo indispensável para a validação de descobertas e tomada de decisões.
A publicação também apresenta o conceito de Promptframing, desenvolvido pelo autor para descrever uma nova abordagem de design baseada em engenharia de contexto. Nessa perspectiva, designers passam a estruturar instruções em linguagem natural para orientar ferramentas capazes de gerar interfaces e código de forma automatizada. A metodologia é organizada em quatro dimensões fundamentais: regras, restrições, contexto e intenção de interface.
O capítulo ainda debate as transformações no papel dos profissionais de design diante da crescente automação promovida pela IA. Em vez de executores de tarefas operacionais, os designers assumem funções cada vez mais estratégicas, relacionadas à supervisão crítica, curadoria e governança dos resultados produzidos por sistemas inteligentes.
Além dos ganhos de produtividade, o texto alerta para questões envolvendo vieses algorítmicos, opacidade dos modelos e limitações metodológicas das soluções baseadas em IA. Para o autor, competências como empatia, sensibilidade cultural, pensamento crítico e responsabilidade ética permanecem insubstituíveis no processo de desenvolvimento de produtos e serviços digitais.
Destaques do capítulo:
• Impacto da IA Generativa na aceleração do UX Discovery;
• Uso de personas sintéticas e etnografia sintética para formulação de hipóteses;
• Apresentação do conceito de Promptframing;
• Mudanças no papel do designer na era da IA;
• Reflexões sobre ética, governança e limitações dos modelos generativos.
A publicação contribui para o debate contemporâneo sobre o futuro do design e da experiência do usuário, oferecendo uma análise crítica sobre as possibilidades e os desafios da integração entre Inteligência Artificial Generativa e práticas de UX.
Parabéns ao professor Charlley Luz pela contribuição acadêmica e científica em uma temática de grande relevância para o futuro do design, da tecnologia e da inovação.
Você pode acessar a obra completa no site da editora Possion

